Set 12, 2023 | Cinzas e pão, Cultura

A Missa do P. Abrunhosa salva-nos na noite escura

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1. Uma repentina chuva informativa de verão fez-me saber, por todos os ângulos e mais um, que o P. Abrunhosa fora convidado pelo Papa Francisco para um encontro. Aquela tão persistente chuva fez-me ir ler mais além dos títulos; e afinal, era Abrunhosa e mais seis artistas portugueses – Rui Chafes, Vhils e Joana Vasconcelos (artistas plásticos), Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto (escritores) e Marta Braga Rodrigues (arquitecta) –, uns quantos mais da lusofonia, e outros muitos, num total de quase duas centenas. Percebendo o logro, deliciei-me nele e no acompanhamento do encontro do Papa com os artistas, na Capela Sistina, no dia 23 de junho de 2023.

Para memória futura regista-se aqui – mas não tudo – o que, posteriormente, o Pedro agnóstico publicou nas suas redes sociais sobre o dito pela Pedra da fé: «Fui hoje recebido, ao lado de duas centenas de Artistas de todo o mundo, pelo Papa Francisco. Uma marcante cerimónia que decorreu no local mais emblemático para a Arte e Cultura Ocidentais: a Capela Sistina, Vaticano. Com uma força anímica ímpar, saído de uma recente intervenção cirúrgica, o Papa trouxe palavras surpreendentes aos Artistas ali presentes: a Arte deve ser inconveniente, irónica, interventiva. Para Francisco, o Artista é um ‘pouco profeta’, ‘um visionário’, um homem que ‘vê e que sonha’, que, pelo acto criativo, revela ‘coisas novas ao mundo’. Este é, para mim também, talvez o papel maior de cada um de nós que se ergue pela Arte: fazer o novo, romper mas também elevar e, sobretudo, fazer transcender. O Artista deve confrontar o poder e acudir aos mais fracos, aos pobres, não se fazendo hipérbole de si próprio, usando o real para transformar o real. Convergimos em muito nesta visão da espiritualidade sublime do acto criativo. A Arte, como o Amor, salva-nos da escura noite da guerra, do ódio, da intolerância. Agnóstico me confesso, mas acredito convictamente neste Papa, no seu papel reformista que, estou certo, deixará marca indelével e fará da instituição católica uma nova igreja abrangente e inclusiva.».

Impõe-se agora, porém, uma declaração de interesses: gosto de P. Abrunhosa, o cantor; fui, nos últimos anos, a três concertos dele; e concordo com quem me sussurra que ele fala ou prega melhor que muitos padres!

Ora vejamos: não sei se o P. Abrunhosa é cantor; dizem-me, aliás, que ele não se considera tal. A verdade é que também não sei definir cantor. Sei, sim, que em palco ele é performer arrasador como em Portugal não há igual. E que jamais faz concessões à mediocridade.

Fui a três concertos dele, e chorei num. E fui a uma arenga sua em Arcos de Valdevez. Na arenga não era só ele a arengar, mas apreciei quando ele afirmou a escola como um processo de combate contra a desistência, a pobreza, a banalidade e a rasura do sonho; e enterneci-me quando uns ousados miúdos duma escola de artes local com ele cantaram uma canção. Claramente os miúdos não estavam no domínio de si pelo que, pronto, pausou ele a canção e, paciente, os chamou mais para a boca de cena, imperando-lhes: «diante do público, a quem servimos – porque nós, artistas, trabalhamos para o público! – é preciso ego, afirmação!». Sorrimos todos, claro. E logo depois, eles encantaram-nos. E ele tocou piano como quem, ora afaga, ora nos increpa o coração.

(Aquela vez em que chorei pela t-shirt abaixo foi quando ele cantou Pode Acontecer. A canção foi escrita e composta por ele, e por ele dedicada aos pais que estiveram casados 70 anos! Ora bem pode acontecer que um dia a mesa fique vazia, e «eu ficar pra trás»; e é claro que um dia ficamos…; sim, o mais certo é nós ficarmos para trás e os pais irem à frente…)

2. Vamos, pois, à Missa do P. Abrunhosa.

Em minha defesa tomo o seguinte: se necessário, mil vidas daria eu, por defender um til da sagrada liturgia, pelo que há-de entender-se que se aqui falo da Missa do P. Abrunhosa é por duas razões: i) Com alguma frequência, alguns me increpam que a Missa deveria ser mais original, não tão repetitiva, mais fresca e desalinhada, ou mais desarticulada como quem apresse a novidade, e evite a repetição do formato e das fórmulas. Nada mais sem sentido, e por várias razões, embora aqui só se cite uma: por mais original que alguém queira ser, ninguém começa um banquete – e, sim, a Missa é um banquete –, pelos brandys e charutos; ii) e chamo-lhe Missa porque nos três concertos a que fui – e nem naquele primeiro da pós-pandemia em que cada um ficou no seu quadradinho, e éramos só quinhentos e dez a assistir! – digo, porque naqueles três concertos tão diversos a que fui, Pedro, o performer, repetiu, no essencial, o alinhamento! (Repetição tomo-o aqui por missa; por repetitiva, entenda-se.)

Como? Também os artistas se repetem como os que dizemos Missa? Como ousam eles repetir-se na forma e no conteúdo? (Talvez aqui e ali, no conjunto dos três concertos, tenha havido um desalinho mas, a verdade, é que até nas monições o P. Abrunhosa se repete!).

Em resumo: apesar da repetição do alinhamento, do modelo, da forma, das monições e das canções, eu gosto da Missa do P. Abrunhosa. De certa forma, conhecer como ele vai cantar (e nos vai fazer cantar) esta ou aquela canção, é óbvio que nos ajuda a disfrutá-la – eis a vantagem da repetição!

3. Num poema intitulado Advento, Carlos Rodrigues Brandão colocou dois versos entre aspas porque aquilo é o que diziam os antigos: «Deus – diziam os antigos – / é quem fica quando tudo foi embora».

Deus é o que fica. Que finca.

Creio que ali o poeta se referirá apenas à dimensão individual da vida humana; isto é, quando tudo dela sai para o exílio: os sonhos e as conquistas, os sabores e os saberes, as memórias e os triunfos, os filhos e os netos e os companheiros de jornada; ou quando tudo nos é roubado: a saúde, o equilíbrio, a luz dos olhos, a  mó do moinho, o tempo das amoras, o gosto por ouvir, aprender e meditar, por socializar, seja no café ou na igreja, na sinagoga ou na mesquita; ou quando os pés pesam e se arrastam, e temos de deitar borda fora o restante que nos pesa: os livros da biblioteca, a areia que trouxemos da outra margem do mar, o espólio de tantos vitórias e as cicatrizes de tantas batalhas. Tudo isso… Quando tudo isso se esvai, cria-se espaço para Deus que é Quem (advém e) fica… Genial!

Mas também ao nível comunitário dos que caminham juntos porque, afinal, todos volvemos um dia ao caule essencial, como as árvores no inverno. Nesse dia, ficamo-nos com a bengala e com Deus.

Enfim, Deus não muda, Deus não passa. Mas passa e muda a maneira de gerarmos clareira para que Ele advenha e fique, de O olharmos e O referirmos, e de nos olharmos, como indivíduos e comunidade, sob a Sua luz. Obviamente o olhar de hoje não é como o de ontem. Fale, porém, quem melhor souber: o certo é que Deus passou, ou melhor, foi passado, nos dias de hoje, para trás da cortina ao fundo do palco. À boca de cena passam-se coisas – sempre se passam e passaram; mas Deus resta lá atrás, próximo, mas aparentemente oculto. E se outrora, entre panelas, hoje, viaja por entre tupperwares. À boca de cena e nas praças passam-se as coisas da vida como ela é, é certo: umas vezes, surpreendentemente efusiva e espetacular, a maioria, banal e corriqueira. Umas vezes, bela e maquilhada, a maioria, desinteressante e rotineira como um acordar cansado. A vida é assim, com e sem Deus. Perdão, com ou sem a sua percepção.

Assumido é que a planície da Modernidade elidiu a presença Deus do compasso de nossos passos por nossas praças: ali retira-se uma cruz, acolá esvai-se uma procissão, além queima-se uma catedral; aqui expulsa-se uma comunidade orante de um lugar sagrado, ali arrecadam uma Virgem que depois viram para um monte de entulho num armazém. E por fim, já nem a arte nos remete ao transcendente, nem as palavras quotidianas falam como se vissem o invisível. Não digo que Deus já não exista; digo que a imensa maioria prefere já não se referir a Ele em comunidade, O exila da palavra, interpõe óculos escuros à sua Luz, e fica sem perceber o fim para onde apontar o olhar. É por tudo isto que digo que o palco da vida tem, ao fundo, uma dura cortina escura. Aqui, à de boca de cena, corre a vida em todo o esplendor da repetição; por de trás da cortina intuímos e queremos que Ele lá esteja. Melhor, necessitamos que esteja, porque quando a luz treme e desmaia todos precisamos de um altar onde re-acender uma vela!

Fique claro, porém que, sabendo-o ou não, quando a noite cai sobre a boca de cena, o que mais preferimos é guiar-nos pela longínqua luz escura das estrelas.

Há, claro está, em tal luz escura, uma saudade vizinha de Deus, há murmúrios que reverberam a cachoeira de luz e de vida que, invencível, corre por detrás da cortina. Ali há vida e frescura, frutos saborosos e prados frescos, aqui, aridez de sentido, por causa da cesura que o véu escuro da cortina nos impõe.

4. O que sinto quando em público ouço a Missa do P. Abrunhosa é que ele aproxima da cortina-que-esconde-a-cachoeira a tão ingente multidão mendiga de sentido de transcendente. Tenho vários exemplos. Fico-me por um, a sua canção Que O Amor Te Salve Nesta Noite Escura. Comentarei alguns versículos:

«Que o amor te salve nesta noite escura»: para a fé católica só o amor é que salva – eis que já no título da canção, os da fé em Cristo e os da fé agnóstica nos encruzilhamos! Nada há eterno como o amor, é certo, até porque Deus é amor e é eterno. Por isso, quem ama a Ele se parece, Dele é, para Ele tende. Pode, aliás, haver de tudo na vida, mas se não houver amor, seja em que grau for, tudo fica abaixo dessa impenetrável horizontalidade brônzea que, tantas vezes, parece amassar as nossas cabeças. Seja, pois: enquanto por aqui houver amor, a torcida fumega, e haverá sempre espaço para que a beleza da esperança floresça. E é óbvio que eu juraria que a referência à noite escura não é só uma referência à dimensão cósmica, mas também àquele processo espiritual de transformação que São João da Cruz é cantor maior, aquele pelo qual nos vamos libertando dos desamorosos laços negros até nos lançarmos ao mar de imensa luz.

«Ainda há fogo dentro!». Onde ainda há fogo, ainda há vida; que não há vida sem calor por perto. E promessa de mesa posta e peixe assado. E com ponto de exclamação! É claro que sem amor tudo fica árido, esconso, requeimado, como noite escura, sem esperança, sem futuro, sem ponto de fuga. Umas brasas numa lareira são promessa de fogo quente, de lar acolhedor, de chama que chama e aquece. De diálogo e abraço. E de uma taça de vinho tinto. O fogo aceso é o contrário de solidão. «Um fogo dentro» que ainda haja – repare-se que o dentro pode ser: dentro de uma casa, a lareira; dentro de um templo, a luzinha junto ao sacrário; dentro do coração, próximo ao sacrário mais secreto que cada um tem! – é promessa de convívio, de comunhão, de perdão, de sonhar juntos o futuro. Cantar em tempo de igrejas vazias esse «fogo dentro» que ainda haja, é, para mim, cantar a esperança. Serão já poucos os que entram para junto da luz que ainda estraleja junto do sacrário; serão poucos. E, porventura, serão muitos os que se encandilam por outras luzes mais sedutoras. Tal engano já não é de agora, pois isso já era mais que comum ao tempo dos profetas. É por isso que muito se tem de agradecer a quem, sem soldo, cantando, nos avisa para o «dentro» onde ainda arde o Fogo. Ir para o mais profundo «dentro», tal é a viagem da paz. Repousar junto do fogo do sacrário é fazer como João: repousar sobre o Coração de Jesus.

«Ainda há frutos sem veneno!». Nem sempre, e até quase nunca, os poetas gostam de traduzir os seus versos. E eu não gostaria de ter de traduzir este que não é meu. Mas, meu Deus, como o agradeço ao P. Abrunhosa! Sim, há frutos e veneno num mesmo verso. E como um fruto pendente de uma árvore é a coisa mais apetecível numa tarde de verão! Como são incomparavelmente mais deliciosos os frutos que colhemos e saboreamos junto à árvore-Mãe! Jamais alguém que colha uma ameixa e a coma junto à árvore, se apressará a trincá-la e comê-la considerando estar a sorver veneno! Porém, quantos frutos envenenados em nossa Igreja! Quanto veneno! Quanto… Quanto veneno… A verdade, porém, é que entre nós, dentro de portas, «ainda há frutos sem veneno!». E eis que olhando o doce lenho da Cruz ali vemos o mais doce fruto «sem veneno» – obrigado, P. Abrunhosa! Eu, padre, não digo melhor em minhas homilias, em minha vida!

«Ainda há luz na estrada!». Nos dias luminosos há luz pela estrada fora. Mas quero crer que, por vezes, essa luz é escura, porque rasa. O que, por isso, eu quero ler neste verso da canção é que o fogo que há dentro explode luz mansa para fora. Isto é, quem se reacende no fogo de dentro, ao sair, na direção dos pontos cardeais, gera rios de luz e de vida que alumiam e dão luz e calor. Ou, o que também é outra interpretação possível, e interpretação concomitante, o Caminho (a estrada) é (a nossa) Luz. E por isso, sim, e por isso, há luz no caminho, na estrada, nos trilhos e carreiros da nossa vida; há sempre Jesus connosco, por qualquer congosta por onde os desvarios ou as tontices da vida nos levem. É óbvio à minha escura fé que isso é lógico (sendo que a fé tem tudo de lógico e o mesmo de ilógico): se eu, a diário, me acendo e reacendo no altar e no sacrário, e resguardo essa Luz no mais íntimo sacrário que é o meu coração, então, sim, óbvio é que há Jesus na estrada, há luz na estrada, para mim e para os que se cruzam comigo, porque eu sou candeia de Jesus! Deus me perdoe, mas para mim, é óbvio!

«Podes subir à porta do templo». De nós os templos exigem subida, e saída. Podemos ter um altarinho em casa. Mas é privado. Podemos ter um altarinho no coração; caibam nele o marido, os filhos e a tribo, os amigos, os amigos de todos os grupos do watsapp, os colegas e, porventura, o mundo inteiro. Mas continua privado. O templo supõe reunião; pode-se subir ali só, ficar nele só, permanecer ali só, calado ou a chorar. Nunca ali a solidão é inteira ou estéril. Templo é comunhão, é a verdadeira casa do povo. Quem anda pelas estradas fora precisa de portas. Obviamente (embora a canção o não cante) uma porta é-o em todo o seu esplendor se abre para o mistério de dentro. «Podes subir à porta do templo» significa, para mim, ainda podes aceder ao mistério de comunhão.

«Esta porta aberta nunca foi selada»: ora aí está! À chegada, a porta não está nunca fechada, e a quem se achega também não pergunta nunca se é pecador ou santo, se peregrino ou ladrão, se mais que prefeito ou verbo de encher. É aberta, e abre-se para todos! Abre-se, abrindo-nos e submergindo-nos no mistério. Abre-se sem medo de que o mistério se dissolva no abraço, ou que o fogo se apague e a luz se perca. Abre-se como uma fonte que se dá por dar-se, ou não seria fonte. Inteira, se dá, ou não seria mesmo fonte. Mas convém sair e subir até lá! E a porta aberta.

«E há uma luz que chama». E aqui chegados, lembro a luz que, na encosta do Sinai, Moisés viu arder sem se consumir; isto é, só consigo lembrar o ardente e incorrupto mistério jamais findo! Cubram-se-me os olhos e a alma de véus, que o mistério arde e chama! Entorpeçam-se-me as inteligências e cale-se-me a boca, que o mistério arde e chama! Apontem-me armas ou fisgas, virem-me as costas, façam-me caras feias ou encharquem-me de balelas: o mistério é luz, arde e chama! Impossível não lembrar, também, a candeia da varanda da minha mãe, em noite de verão, à luz da qual rezávamos o terço: quando mais brilhava a chama, mais a chama chamava borboletas que ao derredor sondavam a luz, e se atiravam para cima dela e nela estrugiam as asas, até que por fim, rendidas, lhe caíam aos pés!

Ardendo, descalço, fique também eu aos pés da chama que chameia!

«E há uma luz que é nossa…». E a luz «é nossa»; repare-se que depois do «nossa» surgem os três pontinhos suspensivos, como querendo dizer de todos. Dos que veem a luz, seguem a luz, dizem palavras e gestos de luz, transmitem luz, incendiam de paz o mundo, dos que se lhe caem aos pés, dos que nela se imolam. Desses, e também dos outros. O pronome possessivo não supõe uma parte; ou melhor, não creio que aqui apenas suponha uma parte. Para mim, este «nossa» incluiu a todos e a todas, porque quando Deus manda a chuva é para todos, os bons e os maus; e quando desperta a luz da aurora é também para ambos os filhos e filhas. Sim, esse «nossa» na canção do P. Abrunhosa é de todos. «Há uma luz – é Deus! – que é nossa…». Nossa, não apenas minha ou Dele. Ou apenas dos que celebram com Ele…

«Pra deixar entrar a última hora». Que palavra esperançadora! Nunca a porta do templo se fecha, nunca se sela. Nunca. Há um mundo inteiro, um mundo de eras e de universos para, por ali, entrar. Não apenas os que molharam a fronte e as mãos em água na pia de dentro ao lado da porta, mas também os que nunca antes dali se aproximaram! Há uma porta. É estreita, avisados somos. Mas não selada nem fechada. Por ela se pode «entrar [até] à última». Por ela não entram só os do primeiro denário, nem só os do segundo, terceiro, ou quinto. Entram também os da última hora, e os do prolongamento! Obrigado, P. Abrunhosa, que eu nunca tinha reflectido para além da estreitura da porta.

Há, sim, veneno, e está fora. E dentro. E o antídoto também. Há luz, e está dentro e fora. Uma é aberta, fechada, a outra, nas lareiras e nas estradas. Obrigado pela tua Missa, P. Abrunhosa.

(Certo será, e ainda bem, que não lerás isto. Por isso, não te peço perdão, mas peço-o, humilde, aos teus fãs, se nisto veneno beberem!

Abraço, joão).

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