Será possível traduzir em palavras a experiência do encontro com Deus? Será a linguagem humana capaz de dizer o inefável? Como traduziu S. João da Cruz a sua experiência mística? Qual a linguagem que utilizou para a dar a conhecer?
Desde sempre, os filósofos se debruçaram sobre a relação do homem com o divino, tema que persiste até aos nossos dias, tentando traduzir essa relação em linguagem filosófica, independentemente das múltiplas e díspares perspetivas.
Há, contudo, uma perspetiva que sobressai, a ideia de insuficiência da linguagem[1] que continuou ao longo da Idade Média e do Renascimento e, no século XX, se tornou uma preocupação central do pensamento filosófico.
Plotino (205-270), neoplatónico, relativamente à questão de Deus, «começa com a afirmação ontológica do Uno, de natureza inteligível e inefável, razão de ser de toda a unidade e causa primária da existência do mundo»[2]. Nele, a ascensão amorosa torna-se um caminho para a contemplação do Um, e no «discurso acerca da experiência contemplativa, emprega uma imagem extraída da Odisseia e recorre abundantemente ao vocabulário amoroso do Banquete e do Fedro»[3].
Por sua vez, Proclo (410-485) vê a mística como «a união com o princípio Absoluto, que é experimentado num estado de absoluto silêncio, baseado na inexpressabilidade daquilo que se vê e/ou vive»[4].
Para Orígenes (185-254), filósofo e teólogo, «O caminho ou itinerário da alma até se identificar com Deus passa por três estágios (…): que culmina na visão beatífica: as núpcias da alma, em que o corpo e os sentidos se espiritualizam»[5].
O autor alerta para a dificuldade em traduzir pela linguagem essa experiência mística: «No que se refere à mística, é preciso distinguir entre a experiência mística (êxtase, arroubos, contemplação, iluminação) e a linguagem, pela qual não só se descrevem estados e experiências, mas também sobre as metáforas e alegorias se representam essas experiências. Pela própria natureza da união mística, que subtrai a alma à vivência corporal, a linguagem sonora e sensível torna-se inadequada, mas não impossível de expressar tais estados. Ela deve recorrer não ao discurso, à fala discursiva, mas à alegoria e ao simbolismo, quando não ao paradoxo.»[6].
E acrescenta Orígenes, a propósito dessa incapacidade da linguagem: «a união da alma com Deus, sendo uma relação direta e sobrenatural, não se pode exprimir diretamente por palavras, a não ser através de símbolos da ação divina. Essa é comparada à luz; e seu resultado na alma é comparado à iluminação ou à vida que produz a vida eterna e livra da morte do pecado.»[7].
Na filosofia e na mística medieval encontramos a mesma tentativa de exprimir a relação íntima com Deus. Para Bernardo de Claraval (1091-1153), considerado um dos fundadores da mística medieval: «o verdadeiro amor nasce de um coração puro, de uma consciência boa e de uma fé sincera, e ama o bem do próximo como se fosse seu.»[8]. Para ele, «a união do homem com Deus, objetivo final da mística – o chamado êxtase – era um matrimónio espiritual (spirituali matrimonio). Esse ato de santa contemplação aconteceria de duas maneiras: na luz do intelecto e na devoção do afeto, um natural movimento espiritual.»[9].
Assim, «a perfeita união da alma com Deus resulta de um acordo de vontades (voluntare consentaneos) no qual os seres ou as substâncias não se confundem (non substantiis confusos), mas instauram uma perfeita comunhão entre seres que se amam e se querem. A vontade humana e a divina coincidem plenamente. Como exigência prévia a essa plena coincidência entre as duas vontades, a humana e a divina, requer-se o total apagamento da vontade humana individual.O ápice desse processo pode ser alcançado pelo homem aqui na terra, ainda que só por um momento, através do êxtase.”[10].
Quanto ao autor, São João da Cruz (1542-1591), que está na base da nossa reflexão, como transmitiu ele a sua experiência mística?
«Considerado um dos maiores poetas e místicos da história da literatura espanhola da segunda metade do século XVI, e a sua produção literária fá-lo representante ímpar de uma tradição de pensadores que souberam unir filosofia, religiosidade e poesia.»[11]. Na verdade, ele sentiu necessidade de recorrer à filosofia e à poesia para exprimir a sua intensa experiência, inexprimível por natureza: «É exatamente pela possibilidade de “trânsito” que filosofia, mística e poesia são faces de uma mesma experiência de mundo em que o divino se revela no fundo da alma e se expressa por meio de uma linguagem que é, por princípio, metafórica. Uma vez mais são esclarecedoras as palavras de Benedito Nunes (2009), que diz: «O poético que se confunde com o místico torna a experiência individual da ascese, na aparição do indizível» (2009, p. 31, in Ibidem,p. 192).
Por essa razão, José María Moliner diz: «quando a palavra que precisa não existe, ele a inventa e cria belos neologismos. Às vezes se limita a empregar vocábulos pouco usados, caso os tenha como mais expressivos e gráficos» (2004, p. 164, citado in Ibidem, p. 192).
Assim, S. João da Cruz faz o diálogo entre o sagrado e o profano: «herdeiro de tradições múltiplas como a poesia pastoril e o neoplatonismo, Juan de la Cruz pode ser considerado uma das expressões mais profundas da tentativa poética de construir um lugar comum em que a linguagem encarna a experiência interior da contemplação do caminho que leva a Deus.»[12].
Mas traduzir em palavras a profunda experiência mística não é tarefa fácil. O próprio João da Cruz tem consciência da dificuldade de traduzir o divino, como afirma no Prólogo: «seria, ao contrário, ignorância supor que as expressões amorosas de inteligência mística, como são as das presentes Canções, possam ser explicadas com clareza por meio de palavras (…) Na verdade, quem poderá escrever o que esse Espírito dá a conhecer às almas inflamadas no seu amor? Quem poderá exprimir por palavras o que ele lhes dá a experimentar? E quem, finalmente, dirá os desejos que nelas desperta? Decerto, ninguém o pode. De fato, nem as próprias almas nas quais isto se passa podem exprimi-lo. Este é o motivo de empregarem figuras, comparações e semelhanças, para com elas esboçar apenas algo do que sentem.»[13].
Por outro lado, a sua opinião acerca da inefabilidade do mistério aparece noutras partes da Chama viva de amor. Para falar do Mistério «não há vocábulos» (Ch B 2,21) e «tudo que se possa dizer é menos» (Ch B 2,22), pois «a transformação da alma em Deus é indizível» (Ch B 3,8) e «é totalmente indizível o que a alma conhece e sente nesse despertar [recuerdo] da excelência de Deus» (Ch B 4,10).»[14].
A mesma ideia está presente nos seus comentários: «Já no fim de seu comentário, ele afirma que “não queria falar nem ainda quero, porque vejo claro que não o tenho de saber dizer e pareceria que seria menos se o dissesse” (Ch B 4,17). E a dificuldade em tratar desse assunto chega a tal ponto que ele interrompe o comentário das canções bruscamente na primeira redação da Chama viva de amor, alegando sua impossibilidade de ir adiante: «E por isso aqui o deixo» (Ch A 4,17).»[15].
Por isso afirma Luce López-Baralt: «Ao escrever poesia, São João da Cruz tenta o impossível: comunicar ao leitor sua infinita experiência mística. Sua tarefa parece fadada ao fracasso pela própria essência do que o poeta pretende, que é traduzir uma experiência irracional e infinita por meio de um instrumento racional e limitador — a linguagem»[16].
Perante essa dificuldade ele considera a própria Bíblia o melhor apoio e precedente, e comenta: «Disso [da impossibilidade de traduzir Deus] temos autoridades e exemplos nas Sagradas Escrituras; pois Jeremias mostrou a inadequação de manifestá-Lo e pronunciá-Lo exteriormente quando, depois de Deus ter falado com ele, ele só conseguiu dizer “A, A, A” (1:6); e a inadequação interior… Moisés também a manifestou diante de Deus na sarça ardente (Êxodo 4:10), quando não só disse a Deus que, depois de falar com Ele, não sabia nem era capaz de falar, mas também… com sua imaginação interior não ousaria considerar»[17], pois sabe que «O que Deus comunica à alma… é totalmente indizível e nada se pode dizer disso, assim como nada se pode dizer do próprio Deus que seja semelhante a Ele.»[18].
Devido a essa dificuldade, São João da Cruz vê na poesia o caminho possível: «Dessa necessidade de traduzir em signos linguísticos vivências interiores profundas nasce a proximidade entre religião e literatura, proximidade esta que pode se revelar multifacetada. Existem textos tão belos que muitos chegaram a vê-los como sagrados, como é o caso do poema bíblico do Cântico dos Cânticos. Por outro lado, não podemos negar que muitos textos sagrados se recobrem de uma sutil beleza estética e são, por isto, considerados peças literárias de inestimável valor, pelo grande domínio da linguagem e pelo senso estético na manifestação de intuições profundas. Este é o caso dos poemas de João da Cruz.»[19].
Na verdade, ele procura exprimir a sua experiência mística, indizível por natureza, buscando uma forma para traduzir a sua vivência assente nas diferentes tradições literárias: a greco-latina, a italianizante do renascimento, a bíblica (especialmente o Cânticos dos Cânticos) e a lírica tradicional, chegando a umas estrofes belíssimas, insólitas, que levam de novo ao incompreensível, mas guardando um sentimento intensíssimo[20].
Na sua poesia, São João da Cruz serve-se dos recursos próprios da poesia. Mas a sua interpretação nem sempre é linear: «Além de recursos semânticos e morfológicos, a imagem, a metáfora, as figuras e os símbolos têm um papel fundamental em sua comunicação. Mais que uma ordem lógica abstrata, João da Cruz segue uma ordem visionária, imaginativa, na qual uma imagem evoca outra por semelhança ou dessemelhança. Elas servem de meio para transmitir a abundância por ele vivida. Assim, suas figuras, metáforas e símbolos não possuem um significado unívoco, mas são multivalentes: não podem ser captados em todas as suas significações e expandem-se em direção a uma constelação de outros símbolos que surgem ao seu redor.»[21].
Por isso, Luce López-Baralt, depois de referir a dificuldade de a própria linguagem traduzir cabalmente a profunda experiência vivida, refere: «é uma estranha vitória sobre a linguagem. Em seu esforço para comunicar eficazmente o êxtase, São João destrói a linguagem unívoca e limitada de seus contemporâneos europeus e empunha uma palavra que precisa expandir infinitamente para torná-la capaz da imensa tradução que exige. Sua revolução poética é tão radical e profunda que São João não é compreendido nem mesmo por seus contemporâneos – ele é o grande ausente dos tratados poéticos do Século de Ouro. –; nem por seus supostos seguidores. Nem, com poucas exceções, pelos seus críticos, que abordam a sua literatura com cautela e timidez. Este artista solitário, que reinterpreta a língua castelhana sem a sorte de um Garcilaso, precisa de ser compreendido nos seus próprios termos e visto sob uma nova perspetiva dentro da história da literatura espanhola.»[22].
E clarifica referindo a falta de lógica da sua poesia, relembrando exemplos da escrita «delirante e extática»: «a primeira coisa que nos impressiona é a frequente falta de lógica em seus poemas místicos. Sentimo-nos perdidos diante de versos como “Meu amado, as montanhas”; “o ar da muralha”; “que ninguém o olhasse / Aminadab [?] também não parecia estar; / e o cerco cessou, / e a cavalaria / desceu à vista das águas”; e diante da notável falta de conexão lógica entre muitas estrofes. O próprio poeta admite que seus versos “parecem mais um disparate do que coisas ditas de forma racional” (VO., 626). Embora a incoerência verbal de São João seja surpreendente no contexto da poesia renascentista europeia, o fenómeno não é novo na história da literatura mística. Basta lembrar exemplos de escrita delirante e extática, como as de Ibn ‘Arabi de Múrcia (século XIII), Catarina de Siena (século XIV) e Blaise Pascal (século XVII). (Os místicos muçulmanos defendiam ardentemente o uso de versos ou exclamações místicas obscuras e sem sentido, que identificavam com o termo técnico shat.).[23]».
Apesar dessa dificuldade interpretativa, conclui que São João da Cruz conseguiu comunicar o seu êxtase: «Os aparentes “absurdos” verbais na poesia e na prosa de São João da Cruz (…) revelam-se inesperadamente frutíferos. É através dessa poesia tão especial – como já mencionamos – que São João consegue comunicar seu êxtase.Pode-se perguntar o que a poesia consegue transmitir quando seus versos são frequentemente incoerentes e seus significados, como o próprio poeta aponta, são obscuros e indeterminados. São João confessa que não consegue entender o que se agitava em seu espírito durante o momento de seu transe místico. Sua experiência foi irracional, ilógica. Ele sente perplexidade e confusão. E é precisamente isso que sua poesia transmite e comunica. Através dessas imagens, desses versos e dessas glosas de improvável compreensão racional, revivemos e recebemos sensações ambíguas, contraditórias e intensamente misteriosas, como aquelas que o santo teria experimentado e que são parte integrante do amor em qualquer nível. A poesia em questão torna-se, assim, a recriação e tradução mais bem-sucedida possível de um processo espiritual inexplicável: desconcertante em sua natureza geral e em suas intuições indizíveis, ela é uma metáfora total muito apropriada — e desta vez, coerente — para o estado de espírito de São João. Há, portanto, incoerência nos versos e glosas individuais, mas coerência nos poemas enquanto poemas e no conjunto de comentários que os acompanham. A comunicação poética se deu por caminhos inesperados.»[24].
Podemos, assim, seguindo o raciocínio de Luce, concluir que o santo carmelita conseguiu dar expressão ao que por natureza é inexprimível, como fizeram outros grandes místicos, tornando inteligível a sua experiência mística: «A linguagem poética de São João da Cruz, com seus significados ambíguos e, sobretudo, múltiplos, possui implicações ainda mais profundas. Não nos esqueçamos de que o frade, ao escrever poesia, busca tornar inteligível sua imensa experiência espiritual. Consciente da “insuficiência” da linguagem, São João precisa ampliá-la e torná-la mais flexível para que possa lidar com a imensa tradução que exige. O poeta, um verdadeiro alquimista da linguagem, transmuta rapidamente as palavras (montanha → majestade de Deus → virtudes → atos viciosos) em um estilo metafórico desconhecido entre seus contemporâneos. Ele liberta a linguagem, multiplica-a de forma surpreendente, concede-lhe opções ilimitadas e a obriga a estar em constante evolução e movimento vertiginoso, para que possa refletir todas as nuances, estados e processos da experiência mística, isto é, amorosa. A linguagem poética de São João parece ser o resultado direto de sua experiência. Parece nascer da própria experiência, que, a partir de dentro, exige tal revolução poética para tornar as palavras eficazes e a comunicação plausível. Jean Baruzi propõe que São João da Cruz tinha uma intuição direta de símbolos concretos como a noite e a chama, que ele considera essenciais para a experiência poética do santo: são a forma como a experiência chega à sua intuição, ou melhor, constituem a própria experiência. Paul Nwyia argumenta exatamente a mesma coisa sobre alguns símbolos do misticismo sufi e Toshihiko Izutsu dos símbolos de luz e trevas no Jardim dos Mistérios, do persa Shabastari. Henry Corbin e Seyyed Hossein Nasr, por sua vez, exploram a linguagem simbólica no misticismo muçulmano, uma linguagem que Avicena chamou de “a ciência da elite” (ilm al – Khawāss). Ambos os críticos a diferenciam da alegoria racional construída artificialmente: a visão interior do poeta só pode ser traduzida por meio de imagens ambíguas, intuídas diretamente no processo de sua experiência extática e carregadas de múltiplos significados possíveis. Todos esses pensadores coincidem em certa medida ou derivam do pensamento de Henri Bergson. Em relação à linguagem da intuição, propomos que, no nosso caso, ela se apresenta como a totalidade de uma linguagem poética mutável, contraditória e maleável, imposta à intuição do santo. É a única linguagem capaz de comunicar, de alguma forma, as nuances de sua experiência singular.»[25].
Podemos, pois, concluir retomando as palavras do próprio São João da Cruz no Prólogo do seu Cântico Espiritual: «Como estas Canções, Revma. Madre, parecem ter sido escritas com algum fervor de amor de Deus, cuja sabedoria amorosa é tão imensa que atinge de um fim até outro, e a alma se exprime, de certo modo, com a mesma abundância e impetuosidade do amor que a move e inspira, não penso agora em descrever toda a plenitude e profusão nelas infundida pelo fecundo espírito de amor. (…) é o Espírito do Senhor, que ajuda a nossa fraqueza, no dizer de São Paulo, e, habitando em nossa alma, pede para nós com gemidos inenarráveis, aquilo que nós mesmos mal podemos entender ou compreender para manifestá-lo. Na verdade, quem poderá escrever o que esse Espírito dá a conhecer às almas inflamadas no seu amor? Quem poderá exprimir por palavras o que ele lhes dá a experimentar? E quem, finalmente, dirá os desejos que nelas desperta? Decerto, ninguém o pode. De fato, nem as próprias almas nas quais isto se passa podem exprimi-lo.»[26].
[1] Cfr Jorge Guillén, «Lenguaje insuficiente. San Juan de la Cruz o lo inefable místico», Lenguaje y poesía(Madrid 1962), pp. 97-142.
[2] Janduí Evangelista de Oliveira – Marcos Roberto Nunes Costa, O problema de Deus na filosofia de Plotino: convergências e divergências com o Deus judaico-cristão, in revista Perspectiva Filosófica, Recife, v. I, n. 35, jan./jun. 2011, p. 26.
[3] Loraine Oliveira, Considerações sobre o uso adequado do termo “mística” na filosofia de Plotino, inPerspectiva Filosófica, Recife, v. I, n. 35, jan./jun. 2011, p. 66.
[4] Cfr Jean G. J. Ter Reegen, A mística em Proclo, in Perspectiva Filosófica, p. 13.
[5] João Lupi, Orígenes: a ascensão espiritual, in Perspetiva Filosófica, p. 43.
[6] Lupi, Orígenes, p. 47.
[7] Lupi, Orígenes, p. 52.
[8] Cfr Etienne GILSON. A filosofia na Idade Média. São Paulo citado por Ricardo Luiz Silveira da Costa, a mística de São Bernardo de Claraval, in Perspectiva Filosófica, p. 125.
[9] GILSON, A filosofia, p.126.
[10] Noeli Dutra Rossatto, Anima annihilata e spirituallis intelectio – a filosofia e a mística medieval, in Perspectiva Filosófica, p. 97.
[11] Josilene Simões Carvalho Bezerra, Poesia e mística em San Juan de la Cruz, in Perpectiva Filosófica, pp. 181-182).
[12] Cicero Cunha Bezerra – Josilene Simões Carvalho Bezerra, A presença do Cântico dos Cânticos na obrta de Juan de la Cruz, In Teoliterária V. 10 -nº 21 – 2020, p. 607.
[13] São João da Cruz, Obras Completas, Ed. Vozes, pp. 575-576. consultado in https://www.academia.edu/95600506/S_Jo%C3%A3o_da_Cruz_Obras_Completas_1151P).
[14] Cfr Carlos Frederico Barboza de Souza, Chama viva de amor: elementos de poética e mística em João da Cruz, in Horizonte,Belo Horizonte, v. 7, n. 14, p. 114-135, jun. 2009, p. 128.
[15] SOUZA, Chama, p. 128.
[16] Luce López-Baralt, São João da Cruz: uma nova concepção da linguagem poética, Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, www.cervantesvirtual.com, p. 1.
[17] Vida y obras de San Juan de la Cruz, BAC (Madrid 1964), p. 34
[18] Ibidem, p. 2.
[19] Carlos Frederico Barboza de Souza, Chama viva de amor: elementos de poética e mística em João da Cruz, in Horizonte,Belo Horizonte, v. 7, n. 14, p. 114-135, jun. 2009, p. 115.
[20] Cfr ALVAR, 2009, p.267, citado in Josilene Simões Carvalho Bezerra, Poesia e mística em San Juan de la Cruz, in Perpectiva Filosófica, p. 184.
[21] Cfr Carlos Frederico Barboza de Souza, Chama viva de amor: elementos de poética e mística em João da Cruz, in Horizonte,Belo Horizonte, v. 7, n. 14, p. 114-135, jun. 2009, p. 131.
[22] Luce López-Baralt, São João da Cruz: uma nova concepção da linguagem poética, Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, p. 2
[23] López-Baralt, São João da Cruz, p. 3.
[24] López-Baralt, São João da Cruz, p. 10.
[25] López-Baralt, São João da Cruz, p. 10.
[26] S. João da Cruz, Obras Completas, Ed. Vozes, p.575-576, consultado in https://www.academia.edu/95600506/S_Jo%C3%A3o_da_Cruz_Obras_Completas_1151P.

