Carlos Vieira

Carlos Vieira

Carmelita Descalço, responsável pela pastoral juvenil da Ordem

O que procuramos quando não conseguimos estar sós?

O que procuramos quando não conseguimos estar sós?

«Toda a infelicidade dos homens provém de uma só coisa: não saberem permanecer em repouso num quarto.» Esta observação de Blaise Pascal, nos Pensamentos, continua a interpelar-nos mais de três séculos depois. Talvez porque toca numa experiência profundamente humana. Quantas vezes procuramos preencher cada instante de silêncio? Quantas vezes sentimos necessidade de verificar o telemóvel, abrir uma nova página, iniciar uma conversa, ouvir uma música ou encontrar qualquer ocupação que afaste o vazio?

O que procuramos quando não conseguimos estar sós?

O que procuramos quando não conseguimos estar sós?

«Toda a infelicidade dos homens provém de uma só coisa: não saberem permanecer em repouso num quarto.» Esta observação de Blaise Pascal, nos Pensamentos, continua a interpelar-nos mais de três séculos depois. Talvez porque toca numa experiência profundamente humana. Quantas vezes procuramos preencher cada instante de silêncio? Quantas vezes sentimos necessidade de verificar o telemóvel, abrir uma nova página, iniciar uma conversa, ouvir uma música ou encontrar qualquer ocupação que afaste o vazio?

Elogio da Ternura

Elogio da Ternura

Num tempo de agitação, de pressas, de mil tarefas a que somos chamados durante um dia, fácil é esquecer os pequenos nadas (importantes) que julgamos menos urgentes e facilmente adiamos ou abolimos, por vezes, de forma egoísta, num movimento de fechamento ao outro. Os pequenos nadas de um olhar com tempo, de um telefonema com escuta, de um compasso de espera no tempo do outro, de uma visita espontânea a um amigo, a um familiar, com genuína empatia, com genuína e gratuita ternura.

Teologia existencial para ateus

Teologia existencial para ateus

É que Deus planta frequentemente sementes da inquietação espiritual nos corações dos ateus. E eles vão procurar respostas; à sua maneira, na sua perspetiva, no seu tempo, mas vão procurar. E se por acaso estivermos na rota de procura de um ateu e ele chocar connosco, então é bom que estejamos preparados para responder ao maior número possível de perguntas sem recorrer ao catoliquês. Esta é, portanto, a minha tentativa de explicar a fé em ateuês.

A Fonte que mana e corre

A Fonte que mana e corre

Que doce é entrar neste Claustro em ano jubilar de S. João da Cruz! Celebramos os 300 anos da sua canonização e os 100 anos da sua proclamação como Doutor da Igreja. Aproximarmo-nos deste grande santo e nosso Pai no Carmelo Descalço, não tenho dúvidas, é arrojado já para não dizer atrevido. Mas porque Deus permite tal atrevimento venho partilhar, alguns ecos que resultam da leitura de um seu poema. Usando o símbolo da Fonte, o nosso Doutor da Igreja compõe um poema que é uma verdadeira oração, um Cantar da alma que folga em conhecer a Deus por fé.

A Graça de Natal

A Graça de Natal

Neste Claustro, neste silêncio que escuta e onde o nosso coração pode ouvir a voz de Deus, através de quem o visita, a nossa alma abre-se ao momento que estamos prestes a viver: o nascimento de Jesus, Deus feito Menino. A cada ano, renova-se o desejo de O conhecer e amar mais, o nosso coração dilata-se, o nosso entendimento recebe novas luzes, ao abeirar-nos da grandeza do amor de Deus por nós.

Irmã Lúcia – o dom de si

Irmã Lúcia – o dom de si

«Escoavam-lhe por entre os dedos todas as ofertas que lhe faziam e não se alegrava senão quando as repartia por todas as irmãs da comunidade…e não só!» Que grande lição de vida, a experiência que Lúcia me transmitiu naquela simplicidade pura e quase inocente, ao...