Ago 18, 2026 | Perspetivas

Fr. Pedro da Sagrada Família

São João da Cruz, treinador do espírito

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Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.
1 Cor 13,13

No clima deste ano jubilar dedicado ao nosso Santo, queriamos tocar num dos temas mais ricos da sua doutrina: a vida teologal, viver de fé, esperança e caridade. Este é «o maior contributo do Doutor mistico para todo o povo de Deus»[1].

Em que consiste a vida cristã? O que nos faz viver como vivemos? O que nos torna aquilo que somos? O que orienta a nossa oração e as nossas escolhas? Numa só pergunta: qual é o eixo central da nossa vida? Consultando o dicionário digital da Porto Editora, a infopédia, vemos que um “eixo” é simultaneamente aquilo em torno do qual algo gira, a direcção para onde se orienta e o apoio que o sustenta[2]. Tendo em conta estes três sentidos, que nos responderia São João da Cruz, o nosso treinador na vida do espírito? Diria que se trata da imitação de Cristo na vida teologal. «Trata-se simplesmente do desenvolvimento da graça do Baptismo como dinamismo de santidade»[3]. “Simplesmente”, mas não banalmente pois a vida teologal, como vida mistica, “is baptism unleashed[4], o baptismo levado às últimas consequências. Por isso mesmo é indispensável em todos os momentos da vida espiritual!

As virtudes teologais, eixo da vida cristã

As virtudes teologais – fé, esperança e caridade – são, para São João da Cruz, o caminho pelo qual a pessoa responde ao amor de Deus e se deixa transformar por Ele até à união. O treino espiritual que ele nos prepara está, portanto, focado nos exercícios de fé, esperança e caridade que podemos fazer ao longo do dia.  Mas para se entender bem a que se referem

«precisamos de ter presente o seu sentido etimológico: em latim, “virtus” significa “força”. A virtude teologal da Fé é a força que a fé nos transmite. (…) Do mesmo modo, a esperança teologal não é uma esperança vaga, um tanto aérea e longínqua, mas é a certeza da fidelidade de Deus, que cumprirá as Suas promessas, certeza essa que transmite uma grande força. Quanto à caridade teologal, poderíamos dizer que é a força de amar Deus e o próximo»[5].

A força do cristão dependerá directamente do espaço que dá na sua vida a estas três virtudes. Elas não são elementos secundários da vida espiritual: são, como afirma J. Philippe, «o dinamismo essencial da vida cristã»[6]. São o caminho a trilhar para fazer a união com Deus. São três virtudes que unificam a pessoa humana com Deus e consigo mesma, «ou Aquilo que eu acredito, não é Aquilo que eu amo e espero? Aquele em quem eu acredito é Quem eu amo e espero. As razões por que acredito são as mesmas porque amo e espero»[7]. Ou, no dizer de São de João da Cruz, «estas três virtudes teologais andam sempre juntas (…) [e] os actos de umas dependem dos actos de outras» (2S24, 8; 3S1, 1).

Estas três virtudes, porém, não nascem apenas do esforço humano. Elas só podem ser compreendidas se olharmos primeiro para o movimento de amor que lhes dá origem: a vontade de Deus de comunicar a sua vida ao ser humano. Efetivamente, São João da Cruz entende o mistério da criação a partir da relação entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo; relação esta marcada pelo excesso de gratuidade. Nos Romances conta-nos como a história de Deus é uma história que nos conduz até à união total com Ele, uma união de amor. A «vida teologal, (…) com toda a sua riqueza de elementos, ficaria decapitada se fosse privada do seu centro vital, que é a união de amor. (…) [Aliás,] falando com rigor, a união é a alma da vida teologal»[8].

Mas como acontece esta união entre Deus e a pessoa humana? Se Deus nos dá o seu amor, então é porque nós somos capazes de o receber. E recebêmo-l’O mediante as nossas faculdades do entendimento, vontade e memória. São os nossos instrumentos de relação com Deus, nos quais nos treinará São João da Cruz a utilizar a fé no intelecto, a vontade na caridade e a esperança na memória:

«a alma nesta vida não se une com Deus pelo entender, nem pelo gozar, nem pelo imaginar, nem por qualquer outro sentido, mas só por fé no entendimento, por esperança na memória, por amor na vontade» (2S 6, 1).

A fé, um exercício de confiança

«Fundamentalmente, o acto humano de fé está ligado aos verbos crer ou acreditar»[9], o que não é mais do que confiar. Quando cremos ou acreditamos é a pessoa no seu conjunto que crê ou acredita, porque não confiamos a meias, não confiamos apenas com as nossas palavras, mas também com o nosso entendimento, com a nossa vontade e a nossa memoria. Mas nós não cremos nem acreditamos emcoisas abstratatas: cremos e acreditamos ‘em alguém’ e ‘em algo’[10]. Para o nosso propósito, interessa-nos sublinhar esta dimensão interpessoal do acto humano de fé:

«Quando alguém diz “Eu creio-te/acredito em ti” está a realizar algo mais do que transmitir uma informação (…). Na medida em que alguém pronuncia esses verbos, está a actuar como crente, isto é, a realizar algo (…), a sua relação de confiança no outro, base de toda a verdadeira relação. Nesse sentido, a linguagem crente não se limita a exprimir um sentimento, mas realiza uma relação específica, na medida em que a diz»[11].

A fé religiosa, fé em Deus, começa precisamente aqui: na nossa capacidade de construir relações a partir da confiança. Deus revelou-se ao ser humano para estabelecer uma relação de amizade, uma relação de confiança mútua. Nesta relação, já numa perspectiva desde Deus, a fé «diz-nos o que não se pode entender com o entendimento. Por isso, na Carta aos Hebreus, S. Paulo falou dela assim: Fides est sperandarum substantia rerum, argumentum non apparentium (Heb 11, 1). Que, para o nosso propósito, quer dizer: A fé é a substância das coisas que se esperam» (2S 6, 2), é o seu fundamento e – continua São Paulo – «a prova das coisas que não se vêem». Isto porque

«a origem da fé não está no mundo sensível, mas na adesão da alma à escuta das realidades divinas; portanto, a fé não é o fruto de um conhecimento, mas de um livre consentimento da alma em escutar Deus»[12].

Esta «é o único meio próximo e adequado para a alma se unir a Deus.

A semelhança que existe entre ela e Deus é tão grande que não existe outra diferença senão ver ou acreditar em Deus. Assim como Deus é infinito, também ela no-l’O apresenta infinito; sendo Uno e Trino, também ela no-l’O apresenta Uno e Trino (…). assim como Deus é treva para o nosso entendimento, também ela cega e deslumbra o nosso entendimento. É só através deste meio que Deus se manifesta à alma na luz divina, a qual excede todo o entendimento. Por isso, quanto mais fé a alma tiver, mais unida está a Deus» (2S 9, 1).

Mas, claro, todos já tivemos a experiencia de enganar ou ser enganados. Podemos dizer “Eu creio-te/acredito em ti” e não estar a realizar coisa nenhuma. Como poderemos nós discernir se a confiança que depositamos nos outros é verdadeira? Como poderemos discernir que a confiança que os outros dizem depositar em nós é verdadeira? Felizmente, o evangelista Mateus transmite-nos o critério que Jesus utilizava para discernir a veracidade dos actos: «pelos seus frutos os conhecereis» (Mt 7, 16). “Frutos”, ou seja, consequências das suas ações e decisões. De facto, é verdade que «a fé sem obras está morta» (Tg 2, 26), se bem que não basta obrar: é preciso obrar bem – de acordo com a fé que professamos – porque Deus se deslumbra com «a pureza de intenção com que [a pessoa orante] faz todas as coisas» (D104).

A caridade, um exercício de amor

A questão da intenção com que fazemos as coisas conduz-nos naturalmente ao âmbito da caridade, pois é ela que orienta a vontade para Deus e nos une progressivamente a Ele pelo amor. A palavra portuguesa caridade vem do latim caritas que é a tradução do grego agapê, uma das três palavras que tinham os gregos para exprimir amor. Se os outros dois tipos de amor são o da amizade, filos, e o da paixão, eros, este é o amor da doação, também chamado oblativo ou descendente. Este é vivido «como caminho, como êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para a sua libertação no dom de si»[13]. Convém deixar claro que não se trata de uma saida de sí forçada ou fria, mas sim motivada pela força que nos vem da virtude teologal da caritas, que direcciona e conduz a paixão do eros:

«Na realidade, eros e agape – amor ascendente e amor descendente – nunca se deixam separar completamente um do outro. Quanto mais os dois encontrarem a justa unidade, embora em distintas dimensões, na única realidade do amor, tanto mais se realiza a verdadeira natureza do amor em geral. Embora o eros seja inicialmente sobretudo ambicioso, ascendente – fascinação pela grande promessa de felicidade – depois, à medida que se aproxima do outro, far-se-á cada vez menos perguntas sobre si próprio, procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á cada vez mais dele, doar-se-á e desejará “existir para” o outro. Assim se insere nele o momento da agape»[14].

Assim, este «dom de si[, que se revela no momento da agapê, manifesta-se como] (…) uma necessidade do amor e o seu acto mais perfeito»[15]: a gratuidade.

«Deus é de tal maneira que, se O levam por bem e segundo a sua condição, farão d’Ele quanto quiserem; mas se houver interesses, já não adianta falar-Lhe» (3S44, 3). Neste sentido, a gratuidade da caridade «cria na vontade o vazio de todas as coisas, pois manda-nos amar a Deus sobre todas as coisas» (2S 6, 4) porque «amar é trabalhar em despojar-se e despir-se por Deus de tudo aquilo que não é Deus» (2S 5, 7). O que nos pode parecer algo profundamente negativo é na verdade positivo porque não se trata de ‘negar por negar’ ou ‘esvaziar por esvaziar’, mas sim de fazer espaço para Deus como já fomos vendo anteriormente –. Vejamos outra passagem do santo:

«Damos um pequeno exemplo. Quanto mais alguém olhar para os criados do rei e se fixar neles, não há dúvida que menos caso faz do rei e menos o estima. Embora o apreço não esteja formal e explicitamente no entendimento, está-o na acção: quanto mais olhar para os criados menos olha para o seu senhor. Por isso, não pensa de forma muito sublime acerca do rei, porque os criados parecem-lhe ser alguma coisa diante do rei, seu senhor. O mesmo acontece na relação da alma com Deus, quando faz caso dessas criaturas» (3S 12, 2).

O princípio que está por detrás do exemplo e a que recorre São João da Cruz é que «quantas mais e maiores coisas alguém menospreza por outro, tanto mais o estima e engrandece» (3S 32, 2). A vontade é o apetite ou tendência racional para um bem conhecido[16]. Querer significa, portanto, aproximar-se e aderir àquilo que a inteligência reconhece como bom e digno de ser escolhido. Quanto mais intensamente a vontade adere a um bem, tanto menos espaço resta para aquilo que não é esse bem. Por isso, o amor a Deus implica progressivamente o desapego de tudo o que não é Deus: a pobreza.

A esperança, um exercício do olhar

Eventualmente, não nos parecerá evidente ou intuitivo, mas é precisamente no âmbito do desapego e da pobreza que mais se faz sentir a esperança porque «a esperança refere-se sempre ao que não se possui. (…) A esperança que se vê [- diz o santo –] não é esperança; pois aquilo que alguém vê, isto é, aquilo que possui, como é que ainda o espera? (Rm 8, 24)» (2S 6, 3).

Para entender a que se refere a esperança, poder-nos-á ajudar o mundo do desporto. Nalgumas modalidades existe um princípio fundamental: nós tendemos a ir para onde os nossos olhos nos levam, pois «os membros, o corpo, a cabeça e os olhos movem-se de forma coordenada»[17]. Este princípio ajuda a compreender o fenómeno conhecido como fixação no alvo: quando o atleta, involuntariamente e excessivamente, fixa o olhar num obstáculo, aumenta a probabilidade de se dirigir precisamente para ele. Por isso, muitos treinadores ensinam os seus alunos a não se concentrarem no perigo que querem evitar, mas na direção que pretendem seguir.

Já o Evangelho nos alertava para as consequências do nosso olhar! Porque, como nos relata Mateus, «onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração» (Mt 6, 21). Dito com outras palavras, onde estiver o teu tesouro – aquilo que se deseja, que se quer guardar e proteger, e que, portanto, se espera – aí estará o teu coração, entendido como o centro da pessoa, a sua mente, o seu pensamento. São João da Cruz desenvolve a sua doutrina neste sentido; ele interroga-se sobre o olhar da alma, da pessoa orante: para onde está dirigido?

Segundo o santo, a pessoa orante tem o olhar dirigido para Deus – ou pelo menos deverá tender nessa direção – pois «sabe que tem uma enorme dívida» para com Ele (CB 1,1) e sabe que Ele é o único capaz de a soldar (cf. Ch 3, 18): «O fim da esperança cristã [– como diz Bento XVI –] é o reino de Deus, isto é, a união do homem e do mundo com Deus, mediante um acto de poder e amor divinos»[18] pois Deus «é o amante principal» (CB 31, 2). Insere-se aqui uma questão central: «queremos nós realmente isto: viver eternamente [na união divina]?»[19].

Afirma M. Gianola que a

«virtude teologal da esperança desperta na alma um tão grande desejo pelas coisas eternas que faz com que todos os bens humanos lhe pareçam áridos, vazios e desprovidos de qualquer valor (…). A função típica da esperança é, precisamente, a de elevar os olhos da alma, fazendo com que ela dirija o seu olhar exclusivamente para Deus»[20].

A originalidade da sua doutrina está em relacionar a virtude teologal da esperança com a faculdade da memória[21]. Explica o mesmo estudioso que

«A virtude da esperança, ao purificar a memória, permite-lhe a união entre a temporalidade e a eternidade»[22]. Em que sentido? «O homem está (…) imerso no tempo e é, no entanto, já eterno; transcende o tempo graças à sua vocação divina [↗ união com Deus, divinização]. A memória torna-se o local dessa experiência: com efeito, ela não se refere apenas ao passado, mas também ao presente e ao futuro»[23].

A faculdade da memória, como a entende São João da Cruz, não se limita a armazenar dados sobre o nosso passado; essa é apenas uma sua dimensão e nem é a mais impressionante. Ela recupera alguns dados, algumas histórias, reelaborando-os a partir de e para o nosso presente. Uma vez que já estejamos posicionados no nosso agora, a memória projeta desejos, ambições e prospetivas para o nosso futuro[24]. Por exemplo, quantas vezes nos passou alguma coisa que nos pareceu completamente banal, mas que tempos mais tarde passamos a ver essa história com outro olhar? Um encontro casual com quem nos haveríamos de casar; uma atividade pastoral organizada pela congregação à qual nos haveríamos de juntar; uma viagem que viria a despontar uma serie de questões imprevistas que nos fazem mudar de vida; os exemplos são tão extensos quanto o são as nossas vidas. A esperança teologal insere-se precisamente nesta dinâmica.

A partir da nossa relação com Deus, é-nos despertado um desejo de querer receber mais. Esse desejo, essa esperança, impelo-nos para a frente, para o futuro. Mas, à semelhança dos pontos cardeais que se definem uns aos outros[25], sem passado nem presente não existe futuro! Assim, a esperança teologal, que nos dá a força para esperar Deus, ensina-nos também a reconhecê-lo no nosso passado para fazer um presente cada vez mais centrado n’Ele e, assim, nos progetarmos para um futuro glorioso de união divina. Deste modo, «a virtude teologal da esperança, purificando a memoria, [isto é, recuperarando apenas o que mais nos une a Deus e deixando para trás aquilo que nos separa,] permite-lhe a união entre a temporalidade e a eternidade»[26].

Se, como viamos, «os membros, o corpo, a cabeça e os olhos movem-se de forma coordenada»[27], também a nível espiritual se passa o mesmo: o olhar da esperança, influencia a nossa adesão a Deus pela fé e a união pela caridade. E é espetacular o que diz São João da Cruz sobre a sua força: «A esperança do Céu / Tanto alcança quanto espera» (Poema X, 4).

A dificuldade de trilhar este percurso de vida dá-se quando fixamos a atenção num alvo que não é Deus. Nestes casos, em vez de nos aproximarmos de Si, damos por nós cada vez mais afastados. Por este motivo, São João da Cruz, treinador do espírito, ensina os seus alunos-discipulos a não se concentrarem excessivamente nas criaturas, mas sim na direção que pretendem seguir.

*******

Concluindo, recordamos que o tema da vida teologal é um dos mais originais em São João da Cruz e tratámo-lo na sua dimensão ativa. Trata-se do cuidado que dedicamos ao cultivo da graça baptismal nas nossas vidas. Dito de outro modo, is baptism unleashed, o baptismo levado a sério na vida de um cristão. Por isso é que, no dizer do padre Leonel Oliveira, é uma «desgraça entre os Cristãos, quando a Fé arrefece, quando a Esperança se apaga, morte por arrasto do Amor que nos encarece, pois as três Forças que nos dão o carácter, e que no Mundo fazem a Diferença, só podem avançar no caminho da Vida»[28]. A Fé é a confiança que purifica o entendimento, pedindo-lhe que caminhe sem entender. Já a esperança consiste em compreender-se a si próprio, compreender a sua vida, a partir de Deus (passado), em Deus (presente) e para Deus (futuro).  Finalmente, a caridade é o amor vivido desinteressadamente no dom de sí.


[1]François-Marie Léthel, Prefazione in M. Gianola, Nella notte la luce (Edizioni OCD: Roma, 2017) 9

[2]cf. Eixo in Infopédia – dicionários Porto Editora (https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/eixo consultado a 25/06/2026)

[3]François-Marie Léthel, Prefazione in M. Gianola, Nella notte la luce (Edizioni OCD: Roma, 2017) 9

[4]Ian Matthew, citação oral da conferencia, proferida em inglês, La mística de San Juan de la Cruz in Congreso Internacional ‘La mística: Paraíso perdido o tierra de promisión’ (CITeS, 2026). Literalmente, ‘é o baptismo á solta’, isto é, sem limites, vivido em plenitude.

[5]Jacques Philippe, A liberdade interior, trad. Margarida Gonçalves ( Paulus:Águeda, 2003) 99-100

[6]J. Philippe, A liberdade interior (2003) 100

[7]Leonel Oliveira, As três virtudes unificadas in Duma só coisa quis saber (Cosmorama Edições: Maia, 2013) 136

[8]Frederico Ruiz, Síntesis Doctrinal in Introducción a la lectura de San Juan de la Cruz (Junta de Castilla y León: Salamanca, 1991) 224

[9]João Duque, Homo Credens – para uma teologia da fé, 2ª Ed.(Universidade Católica Editora: Lisboa, 2004) 37

[10]cf. João Duque, Homo Credens (2004) 45

[11]João Duque, Homo Credens (2004) 44

[12]Marco Gianola, Nella notte la luce (2017) 365

[13]Bento XVI, Deus Caritas est, n.º 6

[14]Bento XVI, Deus Caritas est, n.º 7

[15]María Eugenio del Niño Jesús, Quiero ver a Dios, trad. Jun Montero, 4ª Ed. (Editorial de Espiritualidad: Madrid, 2002) 372

[16]Cf. José Antúnez Cid, Antropología Filosófica ((Edicinoes Universidad San Dámaso: Madrid, 2016) 132

[17]Srivastava A, Ahmad OF, Pacia CP, Hallett M, Lungu C. The Relationship between Saccades and Locomotion in Journal of Movement Disorders 2018;11(3):93-106. https://doi.org/10.14802/jmd.18018 (consultado a 17/06/2026)

[18]J. Ratzinger, Olhar para Cristo: Exercícios de fé, esperança e caridade, trad. Ana Coimbra Gonçalves (Coimbra: Edições Tenacitas, 2006) 59

[19]Bento XVI, Spes Salvi nº 10

[20]M. Gianola, Nella notte la luce (2017) 207

[21]cf. M. Gianola, Nella notte la luce (2017) 433

[22]M. Gianola, Nella notte la luce (2017) 433

[23]M. Gianola, Nella notte la luce (2017) 147

[24]cf. M Gianola, Nella notte la luce (2017) 121.126

[25]O norte não sabe quem é se não tiver o sul. Também o sul não sabe quem é se não tiver o norte. O mesmo para o oeste e o este ou para os restantes pontos cardeais.

[26]M. Gianola, Nella notte la luce (2017) 433

[27]Srivastava A, Ahmad OF, Pacia CP, Hallett M, Lungu C. The Relationship between Saccades and Locomotion in Journal of Movement Disorders 2018;11(3):93-106. https://doi.org/10.14802/jmd.18018 (consultado a 17/06/2026)

[28]Leonel Oliveira, As três virtudes unificadas (2013) 136

Pedro Silva

Fr. Pedro da Sagrada Família

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