O mel é simples e precioso, todo ele feito de dádiva. Olhamos e sentimos o sabor do mel por vezes como algo banal, de forma rápida, e, sem nos darmos conta, já desceu pela nossa boca e garganta. Esquecemo-nos do trabalho incansável de cada abelha, das flores e frutos que se abrem e oferecem, dos ventos e do sol que movimentam e das danças harmoniosas que acontecem em cada colmeia.
Meu querido leitor, minha querida leitora, permite-me hoje a ousadia de tornar o Pai-Nosso em Mel. Convido-te a dançares comigo e a esvoaçar qual abelha em volta das flores, deixando que o Mel escorra devagar pelas nossas almas.
Será só uma pequena e primeira dança que fazemos juntos. Os passos seguintes serão teus, nas asas do Espírito Santo.
Vamos?
Pai
Abba, meu Pai querido e cheio de ternura.
Perco-me nos Teus braços, onde me cuidas com o amor de mãe: “Como a mãe consola o seu filho, assim Eu vos consolarei; em Jerusalém sereis consolados.” (Isaías 66, 13). Melhor ainda, “ainda que meu pai e minha mãe me abandonem”, Tu acolhes-me! (Sl 27, 10). Digo, como São João da Cruz (Cântico Espiritual 27, 1) “Nesta união interior, Deus comunica-Se à alma com tanta vontade de amor, que não há afeto de mãe que acaricie com tanta ternura, nem amor de irmão, nem amizade de amigo, que se lhe compare.”
Meu Pai, Abba, lembras-Te sempre de mim e sussurras-me suavemente Palavras celestiais ao mais íntimo da minha alma: “Eis que Eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos.” (Is 49, 15 – 16)
Alimentas-me com o Espírito Santo e colocas em mim a Fé, concedes-me o dom da oração, onde Te escuto, Te falo, onde aprendo conTigo a caminhar até ao mais interior de mim, onde Te encontro pacientemente à minha espera. Semeais em mim a Palavra e contemplas-me, transformando-me pouco a pouco em Ti.
Quando pronuncio “Pai” lentamente, percebo que me concedes irmãos e irmãs até aos confins da Terra e dos Tempos, que me falam de Ti, que comigo caminham. E como são belos e bem-vindos os pés que anunciam as boas-novas (Rm 10, 15)! Dás-me como Irmão Jesus! Que mais preciso?! Crescer com Jesus como Amigo e Irmão, poder contar conTigo, com Jesus, com o Espírito, enche-me de gratidão infinita e confiança para dar um passo a seguir ao outro, ainda que todos os sentidos estejam em Noite.
Meu Pai, e és sempre Tu que tomas a iniciativa para vires ter comigo! És Tu que vens e docemente me feres de Amor, deixando-me assim ferido e em desejo ardente de estar conTigo:
“Aonde Te escondeste,
Amado, e me deixaste num gemido?
Qual veado fugiste
Havendo-me ferido.
Atrás de Ti clamei: tinhas partido!”
(São João da Cruz, Cântico Espiritual 1)
Pai, Abba, és meu Pai e eu sou Teu filho!
Nosso
Jesus, ensinas-me a dizer “Nosso”, e revelas-me, mais uma vez, que és meu Irmão, que me concedes infinitos irmãos e que me conduzes ao Seio de Amor da Santíssima Trindade.
Deleitas-me sem medida e és meu Mestre:
“Em aquele amor imenso
Que de ambos procedia
Palavras de grande gozo
O Pai ao Filho dizia
Com tão profundo deleite
Que ninguém as entendia.”
(São João da Cruz, Romances sobre o Evangelho “In principio erat Verbum”, acerca da Santíssima Trindade 2).
Neste etéreo perfume e aroma de eternidade em que me encarnaste, tornaste-me um nesta Santíssima Comunidade. Aqui me infundes o Amor e impeles-me a imitar o Três, para que o Amor tudo perfume, todos os recantos onde não existia e relembras-me as palavras de João da Cruz (Cartas 26): “Não pense em mais nada, senão que é Deus quem tudo dispõe; onde não há amor, ponha amor, e receberá amor… ”
Concedes-me infinitos irmãos e irmãs, a quem posso pedir ajuda e a quem posso estender a minha mão. Juntos, enfrentamos obstáculos e desafios e as quedas serão mais suaves e passageiras. Relembras-me: “Se não temes cair sozinho, como presumes em levantar-te sozinho? Olha que podem mais dois juntos do que um sozinho.” (São João da Cruz, Ditos de Luz e Amor, 9). E neste caminhar conjunto, aprendemos a dançar em uníssono, cada vez mais afinados com o pulsar do Teu Coração, Jesus. A alma do meu próximo, toda a Natureza, toda a criação, me falam de Ti:
“Pastores, se subirdes
Além pelas malhadas ao outeiro
E porventura virdes
Aquele a quem mais quero,
Dizei que sofro, peno e a morte espero!”
(São João da Cruz, Cântico Espiritual, 1)
Que estás no Céu
Jesus, a Trindade Santa é Habitante permanente da minha alma. Incompreensivelmente belo tornares a minha alma em Céu, tal como toda a alma do meu próximo!
Colocas em mim o sonho e o dom de santidade e recordo as palavras de Pedro: “Como filhos obedientes, não vos conformeis com os antigos desejos do tempo da vossa ignorância; mas, assim como é santo aquele que vos chamou, sede santos, vós também, em todo o vosso proceder, conforme diz a Escritura: Sede santos, porque Eu sou santo.”, 1 Pedro 1:14-16). Basta que abra o meu coração e abra definitivamente todas as portas. Assim serás Tu a santidade em mim.
Neste pequenino coração meu, onde a Trindade e o meu próximo se encontram, fazes com que cada um destes encontros seja uma oração, uma capela viva toda trespassada pela Tua humanidade, Jesus.
Habitas num Céu vivo, de carne, em incontáveis sacrários vivos por toda a Terra – pequenas centelhas de Luz Tua que revelam a Tua presença num mundo tão sedento de Ti.
Aqui, Trindade, Sol abrasador, lanço-Te uma súplica: purifica a minha alma, torna-a toda translúcida, fiel, dócil, para que a Luz a atravesse sem resistência e Te irradie. Em cada Eucaristia, tornas esta Luz mais forte. Alimentas-me com um Maná mais poderoso que qualquer deserto e qualquer abismo. Com o céu em mim, que(m) me pode perturbar?
Com a Fonte em mim, tudo fica sossegado: “Ó dulcíssimo amor de Deus, tão mal conhecido! Descansado fica quem encontrou a sua fonte.” (São João da Cruz, Ditos de Luz e Amor, 16)
Santificado seja o Teu Nome
Toda a Beleza, toda a Bondade, toda a Misericórdia, toda a Alegria, Ternura, Acolhimento, todo o Amor, vem de Ti, Fonte Eterna!
“Que bem sei eu a fonte que mana e corre
Mesmo sendo noite!
Aquela eterna fonte está escondida.
Bem eu sei onde tem a sua guarida,
Mesmo sendo noite!
Sua origem não a sei, pois não a tem,
Mas sei que toda a origem dela vem
Mesmo sendo noite!”
(São João da Cruz, Escritos Breves, Poesias IV)
Oh, minha alma! Louva o teu Deus, o teu Senhor, o teu Tudo!
Trindade Santa, a Ti a Glória e toda a Honra!
Derreto em gratidão e abro os meus braços como Tu, na Cruz. Sem perceber como, seguras delicadamente os meus braços e vais alinhando-os com os Teus. Abro-os para acolher o meu próximo, como Tu me ensinas continuamente.
No momento em que és crucificado, também lá me colocas, sem perceber como, e deleites a minha alma em suave amor oblativo:
“Interior e exteriormente crucificada com Cristo, a sua alma, pela sua constância, viverá em abundância e consolação.” (São João da Cruz, Ditos de Luz e Amor, 86)
O Tempo e o Espaço deixam de ter significado e unes os meus ínfimos e secretos sacrifícios a Ti e usa-los como meios de redenção. Dispõe, meu Jesus, e ensina-me a deixar permanecer em segredo todo o bem que de mim permitires que aconteça, pois “Uma obra feita às escondidas e sem querer que se saiba, por pequena que seja, agrada mais a Deus do que mil feitas com vontade de que os homens a vejam. Quem faz as coisas por Deus no amor mais puro, pouco se importa que os homens as vejam, pois nem as faz para que o próprio Deus as conheça. E ainda que Ele nunca as viesse a conhecer, não deixaria de Lhe prestar os mesmos serviços com a mesma alegria e pureza de amor.” (São João da Cruz, Ditos de Luz e Amor, 20)
Jesus, és Tu o Santo, em Quem o Pai colocou todas as Suas complacências. O Espírito une-se em Alegria perfeita e recordo com gratidão o dia do meu Batismo, quando me deste um primeiro nome, no qual subtilmente me vais revelando a Missão que me confias dia após dia.
Venha a nós o Vosso Reino
Eis que vens, que reinas nas almas dispostas a deixarem-se amar por Ti.
Desces e encarnas no seio de Maria, puríssima, casta, confiante, humilde, obediente e unes-Te a toda a humidade.
Colocas em cada alma a saudade desta União de Amor.
“Chamou então um arcanjo
Que Gabriel se dizia
E enviou-o a uma donzela
Que se chamava Maria,
De cujo consentimento
O mistério se fazia;
Na qual a Suma Trindade
De carne o Verbo se vestia.
E embora a obra,
Somente num se fazia;
Ficou o Verbo encarnado
Em o ventre de Maria.
E o que tinha apenas Pai,
Também já Mãe possuía.
Porém não como qualquer
Que de varão concebia,
Porque das entranhas dela
Sua carne recebia;
Pelo qual, filho de Deus
E do homem se dizia.”
(São João da Cruz, Escritos Breves, Poesias, 8)
Tornas Maria o primeiro sacrário vivo e com a Tua Mãe, com a Sagrada Eucaristia, fazes-nos participar deste insondável e amoroso Mistério. Que intimidade tão sublime em que me infundes o Dom do Amor. E, comigo, toda a alma. Nesta Comunhão de Amor, neste mar infinito de Ternura, ao amar como Tu, o Teu Reino estende-se como uma onda, num contínuo movimento. Indescritível esperança nasce em mim com cada gesto de ternura, de atenção, de solicitude! E sobre a terra reinará a paz, a Tua Paz: “A obra feita por Deus em total pureza, transforma o coração puro em reino inteiro para ao seu Senhor.” (São João da Cruz, Ditos de Luz e Amor, 21) Deixarei para trás velhas misérias e o Tua chama me transformará através de um Pentecostes inesgotável:
“Na interior adega
De meu Amado bebi, e quando saía
Ao longo desta veiga,
Já nada eu sabia
E meu gado perdi, que antes seguia.”
(São João da Cruz, Cântico Espiritual, 26)
Os reis do mundo, dos sentidos, do imediato, do consumismo, do utilitarismo, cairão por terra, como a “fruta mole” e Tu serás o Rei do meu coração, que nutre na substância a minha razão, recordando São João da Cruz: “Quem se guia pela razão é como quem se nutre da substância; quem se guia pelo gosto da sua vontade é como quem come fruta mole.” (Ditos de Luz e Amor 45)
Faça-se a Tua Vontade, assim na Terra como no Céu
Jesus, conduzes-me ao Jardim das Oliveiras, onde, com a expressão máxima da Liberdade, escolhes fazer a Vontade do Pai. Em Liberdade escolhes o que é mais difícil, mais doloroso, onde escolhes aceitar a dor, a morte, pois confias no Pai. Com veneração recordo as Tuas Palavras: «Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.» (Lc 22, 42)
Deixas em mim uma fragrância de confiança, onde aprendo livremente a colocar-me nas Tuas mãos, aos Teus pés e ousar dizer: “Como, quando, onde, com quem quiseres, que se faça a Tua Vontade”. Pois tudo culminará em Amor, em Vida, e tudo será para Tua Glória, para que Te conheçam, Te amem e se deixem amar por Ti: “Quem não procura a Cruz de Cristo não procura a glória de Cristo.” (São João da Cruz, Ditos de Luz e Amor, 101)
ConTigo oro, suo, deito lágrimas de dor impercetíveis, pois só a Ti pertencem. ConTigo fortaleço-me e alegro-me, pois a dor, a morte, nada são perante Ti. De olhos fixos em Ti, procuro escolher a mansidão, a humildade, a obediência e suplico-Te que as aumentes em mim, para que diga como Tu e como Maria: “Faça-se.”
Esta é a hora do amor!
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Da minha pequena miséria, dou-Te cinco pães e dois peixes e Tu multiplicas como sabes necessário, tantas vezes longe dos meus sentidos e da minha compreensão, para que em mim cresça a humildade. Graças Te dou! Só me pedes um pequeno nada e Tu tudo concedes, tudo providencias, mesmo quando parece que vai no sentido contrário do que pedi. Como é bom contar com a Tua Providência!
Jesus, todos os dias, a todos o instante, na Terra inteira, fazes-Te Pão Vivo e alimentas a quem Te abre o Coração. És apenas Tu Quem pode saciar a fome da minha alma pelo infinito, pela plenitude, pelo sentido inabalável da vida que me concedes. Rejubilo com as palavras de São João da Cruz: “Oh grande Deus de amor, e Senhor! Quantas riquezas Vossas depositais em quem só Vos ama! Entregais-Vos a Vós mesmo e fazei-Vos uma só coisa com ele por amor, dando-lhe, assim, a saborear e amar o que a alma mais quer de Vós e mais lhe aproveita!” (Cartas, 11. A Dona Joana de Pedraza, em Granada; Segóvia, 28 de Janeiro de 1589)
O quanto Tu Te baixas e humilhas e Te fazes presente numa Hóstia tão pequena. Ficas vulnerável nas mãos de quem Te recebe e desfazes-Te no seu sangue. Peço-Te que seja cada vez mais o Teu Sangue circular em mim. Assim, limpas e derrubas em mim as barreiras, pedra após pedra, hesitação após hesitação e alimentas a minha Fé, a minha Esperança, o meu Amor: és Tu que as concretizas em mim.
Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
Jesus, do alto da Cruz suplicas ao Pai: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.” (Lc 23, 34) No meio de uma dor excruciante, a Tua Misericórdia multiplica-se e tudo purificas com o Teu Sangue, a Tua prece, a Tua voz, o Teu olhar.
Permaneço a contemplar-Te enquanto Tu já me contemplavas e convidavas a toda a ofensa esquecer, perdoar, 70×7 vezes, como respondeste a Pedro: “Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mt 18, 21 – 22)
Tu, Deus e Senhor, Perfeição e todo Amor, perdoas incondicionalmente. Quero aprender conTigo este acolher, este deixar para trás qualquer julgamento, qualquer sentimento de superioridade, qualquer rancor, qualquer registo na memória. Conhecendo o Teu Amor e a Tua Palavra, torno responsável e assim muito mais miserável do que qualquer pessoa que me possa ofender. Jesus, tem Misericórdia de mim e apresento-Te com gratidão todas as almas que alguma vez me possam ter ofendido – dou-Te graças por todas, pois ensinam-me a humildade e recordam-me a minha pequenez, para que possa acolher e viver o Teu Amor. Recordas-me as palavras de São João da Cruz (Ditos de Luz e Amor, 111): “Deixa-te ensinar, deixa-te mandar, deixa-te humilhar e desprezar, e serás perfeita.”
No instante em que a Tua Misericórdia me toca e purifica, percebo a beleza da alma de quem alguma vez me ofendeu. Percebo que também está em busca de Ti e que apenas precisa que eu lhe mostre o Teu Rosto e não o meu, com trejeitos de julgamento ou mágoa. Assim serei instrumento de união desta alma conTigo.
Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos de todo o mal
Jesus, conheces bem a minha fragilidade, o quanto por vezes os primeiros pensamentos são contrários à Tua Vontade, ao Teu Amor. Para estes primeiros instantes, peço-Te vigilância e força, a Tua Força, para os transformar em nada, para redirecionar o que penso, sinto, faço e, na Liberdade que me concedes, imitando-Te no Jardim, fazer aquilo que Tu queres que eu faça, para ser quem Tu queres que eu seja. Só assim serei verdadeiramente livre e feliz – na Tua Vontade, no Teu Coração.
Na fragilidade do Jardim das Oliveiras, fortaleces-me, purificas-me e rendo-me a Ti. E Tu rendes-Te a mim. Já nada mais importa, a dor e a prova já não importam, pois Tu estás comigo e eu conTigo. Canto como a esposa no Cântico Espiritual de São João da Cruz (Canções 27, 28):
“Ali me deu seu peito,
Ciência me ensinou mui saborosa,
E eu me dei de direito
Sem Lhe negar mais cousa;
Ali Lhe prometi ser Sua esposa.
Minha alma Lhe hei dado
E tudo o que era meu ao seu serviço.
Não guardo já o gado
Nem já tenho outro ofício
Pois é somente amar meu exercício.”
Ámen
Jesus, Pai e Espírito, Vossa sou, amada desde toda a eternidade, envolvida pela Vossa Ternura. Sou chamada pelo Amor a tornar-me Amor, num caminho de crescente humildade. Sou infinitamente amada para amar:
“Estando elas voltadas [as potências – vontade, entendimento e memória] para Deus em Deus, e transformadas em lâmpadas acesas nos resplendores das lâmpadas divinas, estão a dar ao Amado a mesma luz e calor de amor que recebem. De facto, o que aqui se recebe é retribuído da mesma maneira a Quem o deu com os mesmos primores.” (São João da Cruz, Chama de Amor Viva 3, 77)
Sou chamado a descer o Monte Tabor, com o Monte dentro de mim.
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Meu querido irmão leitor, minha querida irmã leitora,
Saboreemos e dancemos devagar o Mel:
Pai Nosso
Que estás nos Céus
Santificado seja o Vosso Nome
Venha a nós o Vosso Reino
Faça-se a Tua Vontade, assim na Terra como no Céu
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos de todo o mal
Ámen.


